Um ser inexistente

07:26:00


Frio. A pele pálida, fria, gelada, sem vida.
A boca arroxeada,
pulmões não se contraem,
as mãos estão geladas,
olhos não se abrem,
os cabelos já não brilham,
o coração já não bate.

Mas antes já estava morto.
Antes da morte física.

Ninguém se deu conta.
Estava morrendo,
estavam matando.

E não estava presente,
não estava aqui,
não perante as outras pessoas.

Não existia.
Jamais existiu.

O preto sempre o vestiu bem.
O luto sempre foi seu amigo.
A morte, a porta de saída,
de um mundo que jamais habitou.



-Daiane C. Silveira 

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2 comentários

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-Daiane C Silveira